'Antes de mais quero agradecer-te por tudo o que tens sido para mim nos últimos tempos. Um amparo, um cais. Forte e poderosa e que muitas vezes, talvez até vezes demais, foste o único motivo que me segurou e me permitiu não cair. Nunca me deixaste desistir, pois quem desiste são os fracos e tu querias-me tornar numa pessoa forte tal como tu. E ainda bem que sempre o fizeste, o peso das possibilidades e consequências do que poderíamos ter feito é demasiado grande para se carregar. Só espero ter sempre conseguido estar à tua altura quando precisaste tu também de um apoio. Eu sei que precisaste. Houve pessoas que já te fizeram sofrer verdadeiramente e não o merecias de todo. Mesmo que dissesses que não, eu sabia, eu sentia que não estavas completamente bem. Há coisas que não precisam de ser ditas meu amor, que a nossa cumplicidade transmite apenas com um olhar. Embora dissesses e digas que não, eu sei que ainda esperas todas as noites por um milagre que mude o teu mundo. E que todos os amanhaceres acordas de um sonho em que a tua história tinha voltado a ser encantada. E, só quando olhas lá para fora, para o sol a brilhar é que te apercebes que mais uma vez, foi tudo uma ilusão. E este é mais um dos motivos pelos quais te admiro tanto: essa força que te dá a esperança de acordares todos os dias e ergueres a cabeça, que vem de um lugarzinho especial de tão dentro de ti. Minha cúmplice, minha princesa, minha deusa. Mudaste tanto a minha vida com essa tua maneira de ser, tornaste-me melhor a cada dia que passava. Orgulho-me de dizer que és uma das únicas que ficará para sempre, já mo provaste e demonstraste tantas vezes e nunca, mas nunca me pediste que retribuísse esse teu apoio. Orgulho-me de te chamar melhor amiga. És insubstituível, meu bem. Insubstituível.'
Mariana Duarte